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Tríade diminuta

dim

Tríades
3 notasIntervalos:0 - 3 - 6

Root + minor 3rd + diminished 5th

Sobre Tríade diminuta

A tríade diminuta é formada por duas terças menores empilhadas: dó, mi bemol e sol bemol, cifrada C° ou Cdim. Diferentemente da maior e da menor, ela não tem quinta justa — e sem esse intervalo estável o acorde não consegue ficar parado.

Notas e fórmula

A fórmula é 1 – b3 – b5, ou 0 – 3 – 6 semitons. Entre a fundamental e a quinta bemol há um trítono, o mesmo intervalo que dá inquietação à sétima de dominante, só que aqui exposto sem nenhuma nota que o suavize.

Duas terças menores iguais empilhadas produzem um acorde simétrico, e a simetria tem consequência prática: o acorde soa parecido em qualquer inversão, e por isso o ouvido tem dificuldade de dizer qual das três notas é a fundamental.

Onde ela nasce

No campo harmônico maior a tríade diminuta ocupa apenas o sétimo grau: em dó maior, Bdim. É o acorde construído sobre a sensível, e sua função é a mesma de um dominante sem fundamental — G7 sem o sol é exatamente Bdim.

Essa equivalência explica por que ela quase nunca aparece como acorde de chegada. Ela é passagem por definição, e as cifras costumam escrevê-la onde o baixo caminha por semitons.

Como se toca

No violão a forma reduzida de três cordas xx1212 dá as notas essenciais, e a maioria das cifras brasileiras escreve a diminuta esperando a versão de quatro notas, C°7. Na prática, o violonista de choro toca a de quatro sempre que o compasso permite.

No piano, três notas na mão direita e o baixo da esquerda seguindo o caminho cromático. É essa mão esquerda que revela a função: a diminuta quase sempre está entre dois acordes cujas fundamentais estão a um tom de distância.

A diminuta de passagem no choro e no samba

O uso mais brasileiro dela é como acorde de passagem entre dois graus vizinhos: C – C#° – Dm é fórmula corrente em choro, samba e seresta. A fundamental sobe meio tom, a harmonia se tensiona por um tempo e relaxa no acorde seguinte.

Esse movimento é tão característico que serve de assinatura de gênero. Ouvir a diminuta subindo entre o primeiro e o segundo grau é reconhecer, quase sem margem de erro, música brasileira de tradição instrumental.

Diminuta, meio-diminuta e diminuta de sétima

A tríade diminuta tem três notas. Acrescentando uma sétima diminuta chega-se a C°7, o acorde de quatro notas que a cifra brasileira escreve com o pequeno círculo. Acrescentando uma sétima menor chega-se a Cm7(b5), o meio-diminuto.

Os três nomes se confundem no papel e têm funções distintas: o meio-diminuto abre cadência em tom menor, a diminuta de sétima faz passagem cromática, e a tríade pura aparece pouco sozinha — quase sempre é uma das outras duas com uma nota omitida.

Perguntas frequentes

Quais notas formam a tríade diminuta sobre dó?

Dó, mi bemol e sol bemol — duas terças menores empilhadas, com trítono entre os extremos.

Qual a diferença entre Cdim e Cm7(b5)?

Cdim tem três notas; o meio-diminuto acrescenta a sétima menor. O primeiro faz passagem cromática, o segundo abre cadência em tom menor.

Por que ela aparece tanto no choro?

Porque serve de ponte entre acordes vizinhos: C – C#° – Dm é uma das fórmulas de ligação mais usadas do gênero.