TerryTrilla

Nona de dominante

9

Acordes estendidos
5 notasIntervalos:0 - 4 - 7 - 10 - 14

Dom7 + major 9th

Sobre Nona de dominante

A nona de dominante é um acorde de cinco notas: tríade maior, sétima menor e nona maior. Sobre dó são dó, mi, sol, si bemol e ré, e a cifra correta em português é C7(9). É a sétima de dominante com uma nota a mais — a mesma tensão de sempre, com uma cor que o samba e a bossa nova não dispensam.

Notas e fórmula

A fórmula é 1 – 3 – 5 – b7 – 9, ou 0 – 4 – 7 – 10 – 14 semitons. A nona é a segunda contada uma oitava acima, e essa distância importa: colada à fundamental ela bateria, uma oitava acima ela apenas colore.

A quinta é a primeira nota a cair quando faltam dedos, e ninguém sente falta — ela não define nada que as outras quatro já não digam. Fundamental, terça, sétima e nona formam o acorde reconhecível; a quinta é acompanhante.

Atenção: C9 na cifra brasileira quase nunca é este acorde

Nos cifrários brasileiros, C9 costuma significar dó com nona acrescentada e sem sétima nenhuma — o que a teoria chama de Cadd9 e este catálogo registra em Add 9. A forma x32033 de violão, presente em metade do sertanejo e do louvor gravado no país, é essa: dó, ré, sol, dó, sem si bemol algum.

A nona de dominante se escreve C7(9), com o 7 explícito entre a letra e o parêntese. Vale conferir antes de tocar: quem lê C9 como dominante coloca uma sétima menor onde a gravação tem acorde maior limpo, e o erro aparece no primeiro compasso.

Como se toca

No violão a forma mais usada é x32333, que soa dó, mi, si bemol, ré — fundamental, terça, sétima e nona, sem quinta. Ela sai com pestana curta e serve de modelo transportável para o braço inteiro.

No piano a divisão comum é fundamental na esquerda e o bloco terça–sétima–nona na direita. Deixar a nona no topo é o que faz o acorde soar como bossa e não como blues; embaixo, colada à terça, ela engrossa.

Para que serve

Serve para o mesmo que a sétima de dominante — puxar para o acorde a uma quinta abaixo —, com um matiz mais macio. G7(9) resolvendo em C soa menos áspero que G7 puro, e é por isso que a bossa nova praticamente eliminou o dominante seco do repertório.

No samba e no choro ele aparece também parado, sem resolver, como acorde de balanço: dois compassos de C7(9) com a mão direita marcando são o suficiente para sustentar uma introdução inteira. A tensão está lá, mas o andamento a transforma em cor.

Relação com os outros dominantes

C7(9) é o começo de uma família: continue empilhando terças e chegam a décima primeira e a décima terceira. A nona é o degrau em que o acorde ainda soa consonante — a partir da décima primeira, alterações passam a ser necessárias para não brigar com a terça.

Alterando a própria nona nascem os dominantes tensos: C7(b9) escuro e diminuto de origem, C7(#9) áspero e roqueiro. A nona natural é o meio-termo, e é a razão de ela aparecer em quase toda gravação brasileira em que o dominante precisa soar elegante.

Perguntas frequentes

Quais notas tem C7(9)?

Dó, mi, sol, si bemol e ré. Na prática a quinta costuma sair, restando dó, mi, si bemol e ré.

C9 e C7(9) são o mesmo acorde?

Na cifra brasileira, geralmente não. C9 costuma indicar dó com nona acrescentada e sem sétima; a nona de dominante se escreve C7(9).

Posso tocar sem a quinta?

Pode, e é o mais comum. Fundamental, terça, sétima e nona definem o acorde; a quinta não acrescenta informação.