Sétima meio-diminuta
m7b5
0 - 3 - 6 - 10Diminished triad + minor 7th
Sobre Sétima meio-diminuta
O meio-diminuto é a tríade diminuta com sétima menor: dó, mi bemol, sol bemol e si bemol, cifrado Cm7(b5) ou C⌀. O nome vem da comparação com o diminuto de sétima — ali a última nota é uma sétima diminuta, aqui ela é menor, e essa única diferença muda a função do acorde por completo.
Notas e fórmula
A fórmula é 1 – b3 – b5 – b7, ou 0 – 3 – 6 – 10 semitons. Há um trítono entre a fundamental e a quinta bemol, e é ele que faz o acorde pedir continuação; a sétima menor, ao contrário da diminuta, dá um pouco de fôlego.
As mesmas quatro notas formam Ebm6 quando o mi bemol vai para o baixo. Como acontece com C6 e Am7, a nota grave é quem decide o nome — e, no caso do meio-diminuto, quem decide também a função.
O segundo grau do tom menor
É aqui que ele vive. No campo harmônico menor o segundo grau é meio-diminuto, e a cadência completa em dó menor é Dm7(b5), G7(b9), Cm. Reconhecer esse par é reconhecer que a música está em tom menor antes mesmo de a tônica chegar.
Na bossa e no samba-canção essa sequência aparece em quase toda ponte. O acorde não é exótico nem moderno: ele é a peça que a harmonia menor exige, e a cifra brasileira o registra desde os cadernos de choro do início do século.
Como se toca
No violão a forma padrão é x3434x — dó, sol bemol, si bemol, mi bemol —, com a fundamental na quinta corda. Como quase todo acorde de quatro notas, ele dispensa dobras e sai limpo com pestana curta.
No piano vale a redução usual: fundamental na esquerda, e terça, quinta bemol e sétima na direita. Deixar a quinta bemol acima da terça facilita a condução para o dominante seguinte, porque ela desce por semitom para a terça dele.
Meio-diminuto, diminuto e menor com sétima
Cm7 tem quinta justa e não pede nada. Cm7(b5) abaixa essa quinta e ganha trítono. C°7 abaixa também a sétima e fica saturado de tensão. São três degraus da mesma escada, e o ouvido os distingue com facilidade em qualquer andamento.
A grafia com o pequeno círculo cortado é a internacional; no Brasil predomina a forma m7(b5), que tem a vantagem de dizer exatamente o que fazer. Em cadernos antigos aparece ainda como meio-diminuto por extenso.
Perguntas frequentes
Quais notas tem Cm7(b5)?
Dó, mi bemol, sol bemol e si bemol. No violão, x3434x.
Qual a diferença entre meio-diminuto e diminuto?
A última nota. O meio-diminuto tem sétima menor, o diminuto de sétima tem sétima diminuta, meio tom abaixo.
Onde ele aparece com mais frequência?
No segundo grau do tom menor, abrindo a cadência Dm7(b5) – G7(b9) – Cm.