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Sétima maior

maj7

Acordes de sétima
4 notasIntervalos:0 - 4 - 7 - 11

Major + major 7th

Sobre Sétima maior

A sétima maior é a tríade maior com a sétima maior por cima: dó, mi, sol e si sobre dó. Na cifra brasileira ela se escreve C7M — também C7+ nos cadernos mais antigos — e Cmaj7 no material importado. É o acorde que a bossa nova colocou no lugar da tríade simples e nunca mais devolveu.

Notas e fórmula

A fórmula é 1 – 3 – 5 – 7, ou 0 – 4 – 7 – 11 semitons. A sétima fica a apenas um semitom da oitava, e é desse atrito curto que vem o brilho: perto o bastante para roçar a fundamental, longe o bastante para não soar erro.

Trocar essa nota por si bemol produz a sétima de dominante, um acorde de função completamente diferente. Um semitom separa o acorde que descansa do acorde que puxa — e nenhuma outra alteração da harmonia tonal muda tanto por tão pouco.

C7M, C7+, Cmaj7: a cifragem brasileira

O Brasil escreve sétima maior de um jeito próprio. A tradição dos songbooks nacionais usa C7M, com M maiúsculo, e os cadernos antigos de choro usam C7+. Nenhum dos dois é erro diante do Cmaj7 americano; são sistemas paralelos, e quem toca no país encontra os três na mesma estante.

A armadilha mora no sinal de mais: em cifra internacional, C+ significa tríade aumentada, e não sétima maior. Diante de um papel antigo, o contexto decide — se há um 7 antes do sinal, é sétima maior; se o sinal vem colado à letra, é o acorde aumentado.

Como se toca

No violão a forma corrente é x32000, o dó maior aberto com a primeira corda solta virando si. Aprender esse acorde custa retirar um dedo, e essa é a razão de ele aparecer tão cedo em qualquer aula de bossa.

As formas com pestana são x35453 e 8x998x, e no piano a mão esquerda toma a fundamental enquanto a direita empilha terça, sétima e, quase sempre, a nona. Sétima maior sem nona é raro em gravação brasileira: os dois intervalos viajam juntos desde João Gilberto.

Onde ela aparece no campo harmônico

No campo harmônico maior a sétima maior nasce no primeiro e no quarto graus: em dó maior são C7M e F7M. São os dois acordes de repouso da tonalidade, e a diferença entre eles é o que o ouvido usa para saber onde está o centro.

No campo harmônico menor ela aparece no terceiro e no sexto graus. É por isso que uma música em lá menor pode terminar em C7M sem soar fora do lugar: o acorde é do próprio campo, apenas não é a tônica.

Por que ela soa brasileira

Antes de 1958 a sétima maior era acorde de arranjador; depois de Chega de Saudade, virou o som padrão do violão popular no Brasil. João Gilberto tocava a tríade nua raramente, e a geração seguinte aprendeu a harmonia já com a sétima incluída.

O efeito é que ouvidos formados aqui escutam C7M como estabilidade, não como cor acrescentada. Em outros repertórios a tríade simples é o repouso e a sétima maior é enfeite; na canção brasileira a relação se inverteu, e é a tríade nua que soa datada.

Perguntas frequentes

Quais notas formam C7M?

Dó, mi, sol e si — tríade maior mais a sétima maior. No violão, x32000.

C7M, C7+ e Cmaj7 são o mesmo acorde?

Sim, são três grafias do mesmo acorde. C7M e C7+ são brasileiras, Cmaj7 é a grafia americana.

Qual a diferença entre C7M e C7?

A sétima. C7M tem si natural e soa em repouso; C7 tem si bemol e puxa para o acorde seguinte.