Sétima maior #11
maj7#11
0 - 4 - 7 - 11 - 18Major7 + augmented 11th (Lydian) — без 9th
Sobre Sétima maior #11
A sétima maior com décima primeira aumentada acrescenta o fá sustenido ao acorde de sétima maior: dó, mi, sol, si e fá sustenido, cifrada C7M(#11). É o acorde do modo lídio, e no Brasil ele carrega um endereço — é uma das cores mais reconhecíveis da harmonia da bossa nova.
Notas e fórmula
A fórmula é 1 – 3 – 5 – 7 – #11, ou 0 – 4 – 7 – 11 – 18 semitons. A décima primeira aumentada é a quarta elevada colocada uma oitava acima, e a elevação é obrigatória: a quarta justa bateria de frente com a terça maior.
Essa é a razão de o acorde existir na forma alterada e não na natural. Sobre um acorde maior, a quarta natural anula a terça; elevada meio tom, ela deixa de brigar e passa a ser a nota mais colorida do conjunto.
O acorde é o modo lídio
As cinco notas empilhadas descrevem a escala lídia: maior com a quarta elevada. Tocar C7M(#11) é enunciar o modo inteiro em bloco, e é por isso que a improvisação sobre ele quase se resolve sozinha.
No campo harmônico maior esse acorde nasce no quarto grau: em sol maior, o quarto grau é C7M e o fá sustenido pertence à tonalidade. Nem sempre, portanto, o #11 é empréstimo — muitas vezes é a nota que já estava lá.
Como se toca
No violão a forma x32402 dá dó, mi, si e fá sustenido, sem a quinta. Deixar o fá sustenido na primeira corda é o que garante o efeito: a nota precisa ficar no alto para colorir em vez de embolar.
No piano vale a mesma regra, com a diferença de que a mão esquerda pode ficar só na fundamental. A distância entre a terça e o #11 é o que produz a sensação de amplitude; comprimidas, as duas notas soam turvas.
Na harmonia brasileira
A geração da bossa nova incorporou o som lídio à canção popular de um modo que o repertório anterior não conhecia, e o #11 sobre acordes de repouso é parte da assinatura harmônica de Tom Jobim.
Na prática do violão isso aparece de forma discreta: o acorde não é anunciado, é apenas tocado com a primeira corda solta ou presa numa casa que acrescenta a nota. Muitas cifras nem registram o #11 que a gravação tem.
Onde ele não cabe
Sobre o primeiro grau de uma música francamente tonal, o #11 pode desestabilizar: ele sugere que a tônica é outra, uma quinta abaixo. Em arranjos de canção simples isso soa como erro de tom, não como cor.
A escolha, portanto, é de repertório. Em bossa, MPB e jazz o acorde é natural; em samba tradicional, sertanejo e louvor ele costuma soar deslocado, e a sétima maior com nona faz melhor o serviço.
Perguntas frequentes
Quais notas tem C7M(#11)?
Dó, mi, sol, si e fá sustenido. Na prática toca-se sem a quinta: x32402 no violão.
Por que a décima primeira precisa ser aumentada?
Porque a quarta justa fica a um semitom da terça maior e anula o modo do acorde. Elevada, ela colore sem brigar.
Esse acorde é sempre um empréstimo?
Não. No quarto grau do campo harmônico maior o #11 pertence à tonalidade — é o acorde lídio diatônico.