Nona menor
m9
0 - 3 - 7 - 10 - 14Minor7 + major 9th
Sobre Nona menor
A nona menor é a sétima menor com a nona acrescentada: dó, mi bemol, sol, si bemol e ré sobre dó, cifrada Cm7(9) ou Cm9. Soa larga sem soar tensa, e é o acorde que o samba-jazz e a bossa usam quando um menor precisa durar mais de dois compassos.
Notas e fórmula
A fórmula é 1 – b3 – 5 – b7 – 9, ou 0 – 3 – 7 – 10 – 14 semitons. A nona é maior mesmo sobre uma tríade menor: o ré é natural, e trocá-lo por ré bemol produziria outro acorde, bem mais escuro.
A quinta sai sem prejuízo. O que sobra — dó, mi bemol, si bemol e ré — já contém tudo o que identifica o acorde, e é essa versão de quatro notas que se toca em quase todo arranjo.
Como se toca
No violão a forma corrente é x31333: dó, mi bemol, si bemol, ré, sol. Ela usa pestana curta e transporta bem, o que a torna útil no braço inteiro.
No piano, a mão esquerda toma a fundamental e a direita empilha mi bemol, si bemol e ré. Colocar o ré no topo é o padrão; trazê-lo para baixo, junto ao mi bemol, produz um som mais fechado que serve a arranjos de metais e pouco ao violão.
O segundo grau expandido
No campo harmônico maior a nona menor mora no segundo grau: em si bemol maior, Cm7(9) seguido de F7. É a versão ampliada da metade inicial do II–V, e a nona não interfere na função — apenas alarga o acorde.
Por isso a substituição é livre: onde a cifra escreve Cm7 e o arranjo pede mais corpo, toca-se Cm7(9) sem consultar ninguém. Nenhuma nota nova cria atrito com a melodia, contanto que ela mesma não esteja no ré.
Área modal e vamp
Fora da cadência, o acorde sustenta seções inteiras. Um vamp de dois acordes com Cm7(9) e F7(9) é a base de boa parte da MPB instrumental dos anos 1960 e 1970, e a nona é o que impede a repetição de soar pobre.
É também nesse uso que ele se aproxima do modo dórico: a melodia que passeia sobre ele encontra lá natural, e é essa sexta maior que dá ao trecho a cor característica do samba-jazz, distinta do menor natural mais fechado.
Cm9 e Cm7(b9)
A nona natural é consonante e cabe em qualquer acorde menor de repouso. A nona bemol sobre um acorde menor, ao contrário, é rara: cria um intervalo de segunda menor com a fundamental e soa como erro em quase todo contexto.
Existe uma exceção conhecida — o menor com nona bemol aparece como acorde do modo frígio, na música de raiz ibérica e no flamenco. Fora dela, quando uma cifra brasileira escreve nona sobre menor, a nona é maior.
Perguntas frequentes
Quais notas formam Cm9?
Dó, mi bemol, sol, si bemol e ré. Na prática toca-se sem a quinta: x31333 no violão.
A nona de um acorde menor é maior ou menor?
Maior. Sobre a tríade menor, a nona natural é a padrão; a nona bemol pertence ao modo frígio e é rara.
Posso trocar Cm7 por Cm9 numa cifra?
Pode, desde que a melodia não insista na nota que faria atrito. A função do acorde não muda.