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Maior harmônica

Maior harmônica
7 notasIntervalos:2 - 2 - 1 - 2 - 1 - 3 - 1

Sobre Maior harmônica

A escala maior harmônica é a escala maior com a sexta rebaixada: 1 2 3 4 5 b6 7. A partir de dó são dó, ré, mi, fá, sol, lá bemol e si — uma única nota a separa da maior comum, e essa nota muda o que os acordes construídos sobre ela conseguem fazer.

A uma nota da escala maior

Pega-se uma escala maior comum e abaixa-se o sexto grau em um semitom. Todo o resto permanece: a terça maior mantém a cor clara, a sensível continua puxando para a tônica, só a sexta se moveu. É a imagem espelhada da menor harmônica, onde em vez disso se eleva a sétima.

Dessa única alteração nasce uma segunda aumentada entre a sexta rebaixada e a sétima — o intervalo pelo qual se reconhece a menor harmônica, aqui dentro de uma escala maior. A escala começa familiar e deixa de ser conforme sobe.

Como montar a partir de qualquer tônica

Contando da tônica: tom, tom, semitom, tom, semitom, segunda aumentada, semitom. Em dó dá dó ré mi fá sol lá♭ si; em sol, sol lá si dó ré mi♭ fá♯; em fá, fá sol lá si♭ dó ré♭ mi.

Trocar a tônica no círculo acima redesenha o conjunto sem mexer no padrão. O jeito mais cômodo é pensá-la a partir da escala maior que já se conhece: um dedo se move e a posição continua onde estava.

Os acordes que ela produz

Harmonizada em terças, entrega uma série de acordes que nenhuma outra escala fornece nessa ordem. A tônica continua sendo um acorde maior, o quarto grau vira menor e o segundo meio-diminuto: um campo harmônico maior comum passa a dispor de uma subdominante menor e de um ii meio-diminuto sem pedir nada emprestado.

Aí está a razão prática de ela sobreviver na prática ocidental: explica a subdominante menor numa música de resto maior, aquele acorde que aparece no fim da frase em incontáveis baladas. Quem usa a sexta rebaixada como cor de passagem já está ouvindo esta escala, dê ou não nome a ela.

Onde se usa

O repertório clássico recorre a ela quando uma tonalidade maior precisa de uma sombra sem mudar de tom: Rimski-Korsakov e Rachmaninov usam a sexta rebaixada exatamente assim. No jazz pertence ao vocabulário melódico sobre um acorde de tônica que pede uma voz superior mais escura, e sobre a subdominante menor quando ela chega.

No violão chega-se a ela pelo desenho maior com a sexta descida uma casa, e vale tocá-la devagar: a segunda aumentada lá em cima é a razão de ser dela, e em andamento rápido vira ornamento em vez de cor.

Com o que se confunde

A dupla harmônica maior é outra escala, e a proximidade dos nomes provoca a troca o tempo todo. Lá se rebaixa também a segunda — 1 b2 3 4 5 b6 7 — e as segundas aumentadas são duas em vez de uma. Ela também é chamada de escala bizantina e soa completamente diferente.

A outra confusão é com a menor harmônica, cujo nome ela espelha. A menor harmônica eleva a sétima de uma escala menor; a maior harmônica rebaixa a sexta de uma maior. Têm em comum a segunda aumentada e mais nada.

Perguntas frequentes

Quais notas formam a escala maior harmônica?

Sete: 1 2 3 4 5 b6 7. Em dó são dó, ré, mi, fá, sol, lá♭ e si.

Qual a diferença para a escala maior?

Uma nota. O sexto grau desce um semitom, o que cria uma segunda aumentada entre a sexta e a sétima.

É a mesma coisa que a dupla harmônica maior?

Não. Aquela rebaixa também a segunda (1 b2 3 4 5 b6 7) e tem duas segundas aumentadas. Costuma ser chamada de escala bizantina.

Que acordes saem dela?

Tônica maior, subdominante menor e um ii meio-diminuto — por isso ela explica o acorde de quarto grau menor em músicas em modo maior.

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