Maior napolitana
1 - 2 - 2 - 2 - 2 - 2 - 1Sobre Maior napolitana
A escala maior napolitana tem a fórmula 1 b2 b3 4 5 6 7 e a partir de dó dá dó, ré bemol, mi bemol, fá, sol, lá, si. Surge ao abaixar o segundo grau da menor melódica.
Acorde de sexta napolitana e escala napolitana são coisas diferentes
Quem procura por esse nome quase sempre quer o acorde de sexta napolitana, e o objeto é outro. Trata-se de uma tríade maior erguida sobre o segundo grau abaixado de uma tonalidade comum — ré bemol maior dentro de dó menor —, em geral na primeira inversão, e daí vem a palavra sexta. A tonalidade ao redor continua a mesma.
A escala reúne essas notas num modo próprio e torna permanente a segunda abaixada. Uma peça pode usar o acorde napolitano por dois tempos sem sair de dó menor; uma peça em maior napolitana carrega essa segunda em toda parte, inclusive na melodia.
Uma nota separa da menor melódica
A menor melódica em dó dá dó, ré, mi bemol, fá, sol, lá, si. Baixar o segundo grau para ré bemol produz a maior napolitana sem mexer em mais nada, então terça menor, sexta maior e sensível permanecem onde estavam.
O acorde de tônica por isso não muda: dó, mi bemol, sol, si, uma tríade menor com sétima maior, igual à da menor melódica. A segunda abaixada entra por cima como nona, e o conjunto soa como acorde menor com sétima maior e nona bemol.
Por que esta família não tem segunda aumentada
Os passos para cima são semitom, tom, tom, tom, tom, tom, semitom. Em nenhum ponto o vão passa de um tom inteiro e, como cada modo é uma rotação dos mesmos passos, nenhum dos sete contém segunda aumentada.
É aí que corre a linha mais clara entre as duas famílias napolitanas. A menor napolitana entrega a cada um dos seus sete modos exatamente uma segunda aumentada com o salto que vem junto; a maior não tem nenhuma, fica muito mais lisa e por isso custa mais a ser reconhecida de ouvido.
Todo modo é a escala de tons inteiros mais uma nota
Tirando a tônica de dó, ré bemol, mi bemol, fá, sol, lá, si sobram ré bemol, mi bemol, fá, sol, lá e si: seis notas a distância de um tom, ou seja uma das duas escalas de tons inteiros. A maior napolitana é portanto uma escala de tons inteiros com uma única nota encaixada.
O mesmo vale para as sete rotações, e a nota acrescentada muda em cada uma. Essa propriedade explica o caráter da família melhor do que qualquer lista de graus: os modos flutuam como flutua o material de tons inteiros, e é a nota estranha que lhes dá uma tônica.
Com o que se confunde
Dentro da música a armadilha é a escala vizinha. A menor napolitana é dó, ré bemol, mi bemol, fá, sol, lá bemol, si: idêntica menos a sexta abaixada, e esse grau traz junto tanto a segunda aumentada quanto a cor escura que falta à versão maior.
Fora da música o nome afasta depressa da teoria, porque Nápoles emprestou o sobrenome a muita coisa: a canção napolitana é um repertório inteiro e a tarantela é uma dança napolitana, nenhuma delas aparentada com este modo.
Perguntas frequentes
Quais notas a escala tem em dó?
Dó, ré bemol, mi bemol, fá, sol, lá e si. Os passos são semitom, tom, tom, tom, tom, tom, semitom.
É a mesma coisa que o acorde de sexta napolitana?
Não. O acorde é uma tríade maior sobre o segundo grau abaixado de uma tonalidade normal; a escala mantém esse grau o tempo todo.
Qual a diferença para a menor melódica?
Uma nota. O segundo grau desce meio tom e terça, sexta e sétima coincidem.
Qual a diferença para a menor napolitana?
A menor napolitana tem sexta abaixada e por isso uma segunda aumentada; a maior tem sexta maior e não tem nenhuma.
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