Bebop dórico
2 - 1 - 2 - 2 - 2 - 1 - 1 - 1Sobre Bebop dórico
A escala bebop dórica é 1 2 ♭3 4 5 6 ♭7 7: o modo dórico com a sétima maior acrescentada como nota de passagem logo abaixo da fundamental. A partir de dó dá dó, ré, mi♭, fá, sol, lá, si♭ e si: oito notas. Funciona como contraparte menor da escala bebop dominante, com a mesma sensível acrescentada, mas sobre um acorde menor.
Uma sensível sob o acorde menor
A escala bebop dórica conserva o dórico inteiro e coloca uma nota imediatamente abaixo da fundamental. Descendo, dá dó, si, si♭, lá, sol, fá, mi♭, ré: a linha cai atravessando um par cromático antes de se assentar, gesto idêntico ao da escala bebop dominante sobre o quinto grau, transportado para o lado menor da cadência.
A sétima maior nunca é nota do acorde aqui. Sobre Cm7 fica a um semitom da fundamental acima e da sétima menor abaixo, de modo que só sobrevive em andamento e só de passagem. Desacelerar em cima dela é a maneira mais segura de fazer a escala soar errada.
O que cai no tempo forte
Tocada em colcheias a partir da fundamental, a escala bebop dórica põe dó, mi♭, sol e si♭ nos tempos fortes: um acorde de sétima menor completo, uma nota do acorde por tempo enquanto a linha seguir. O dórico de sete notas não consegue isso; passado um compasso, suas notas do acorde escorregaram para os contratempos.
Daí o emprego sobre uma sétima menor que dura: um tema modal apoiado num único acorde, ou os dois compassos do segundo grau de um II–V menor, onde um modo puro começa a soar como exercício.
Uma nota a separa da bebop menor
A bebop dórica acrescenta a sétima; a bebop menor acrescenta a terça. Escritas a partir de dó, a diferença é si contra mi: uma nota em oito, com as outras sete em comum. O resultado é que apontam para acordes distintos: a dórica desenha Cm7 e a menor desenha Cm6.
Nos métodos os dois nomes trocam de lugar livremente, e vale saber disso antes de discutir terminologia. Escolha pelo acorde: se a música pede sexta, pegue a escala com terça acrescentada; se pede sétima menor na melodia, pegue esta.
No II–V–i menor
Num II–V–i menor em dó, a escala bebop dórica encaixa mal sobre o meio-diminuto do segundo grau e bem sobre a área de dó menor — por isso é ensinada como recurso de tônica menor e não de cadência inteira. No segundo grau a maioria troca por uma escala com quinta diminuta e guarda a ideia das oito notas para a resolução.
O que se transfere não é a escala e sim o hábito: uma nota cromática posicionada de modo que as notas do acorde caiam nos tempos. Uma vez ouvido isso, o mesmo truque se aplica a modos que este catálogo lista à parte, e as quatro escalas bebop com nome deixam de ser uma lista a decorar.
Perguntas frequentes
Quais notas tem a escala bebop dórica?
Oito: 1 2 ♭3 4 5 6 ♭7 7. A partir de dó são dó, ré, mi♭, fá, sol, lá, si♭ e si.
Qual a diferença para a bebop menor?
Uma nota. A dórica acrescenta a sétima maior sob a fundamental; a menor acrescenta a terça maior entre a terça menor e a quarta.
Sobre qual acorde se toca?
Sobre um acorde de sétima menor — Cm7 a partir de dó — sobretudo se durar mais de um compasso.
A sétima acrescentada é nota do acorde?
Não. É de passagem, um semitom abaixo da fundamental, e bate com a sétima menor: atravessa-se em vez de tocá-la.
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