Oriental
1 - 3 - 1 - 1 - 3 - 1 - 2Sobre Oriental
A escala oriental é 1 b2 3 4 b5 6 b7. A partir de dó: dó, ré bemol, mi, fá, sol bemol, lá, si bemol — uma segunda rebaixada e uma quinta diminuta dentro de uma escala que tem terça maior, combinação pouco comum de onde vem todo o som dela.
Terça maior sobre segunda rebaixada
A primeira coisa que o ouvido pega é a segunda aumentada entre a segunda rebaixada e a terça maior, que ela divide com a escala bizantina e com o frígio dominante. O que a separa das duas acontece acima: a quinta é rebaixada e a sexta natural, de modo que a metade de cima se recusa a pousar como aquelas pousam.
A quinta diminuta aqui não é nota de passagem, e sim um grau da escala: as melodias se apoiam nela em vez de atravessá-la. Daí a impressão de suspensão em vez de resolução.
Por que no Brasil ela é procurada como escala arábica
Quem procura esse som quase sempre procura por escala arábica, e vale precisar o que se encontra. Intervalos como estes aparecem em vários maqamat, mas a correspondência é aproximada: «escala oriental» é um rótulo da teoria ocidental do século XIX, não o nome de um maqam.
Dito de outro modo, é honesto usá-la como sequência de intervalos e não como afirmação sobre a música de alguém. Quem quiser de fato o repertório árabe vai encontrar nos maqamat também intervalos menores que o semitom, que esta escala não contempla.
Como montar a partir de qualquer tônica
Contando: semitom, segunda aumentada, semitom, semitom, segunda aumentada, semitom, tom. Em dó dá dó ré♭ mi fá sol♭ lá si♭; em mi, mi fá sol♯ lá si♭ dó♯ ré; em lá, lá si♭ dó♯ ré mi♭ fá♯ sol.
Dois dos sete graus estão alterados em relação ao mixolídio que está por baixo, e pensá-la assim — uma escala dominante com segunda rebaixada e quinta diminuta — a coloca sob os dedos mais rápido do que decorar sete notas soltas.
Os acordes que ficam embaixo
A tônica é um acorde de sétima dominante com a quinta rebaixada — dó mi sol♭ si♭ a partir de dó — então a escala pertence às dominantes alteradas e não a tríades maiores ou menores. Essa é a porta de entrada prática: funciona onde um 7♭5 já está soando.
Além desse acorde a harmonia é magra, e a escala é conduzida melodicamente sobre um baixo parado com mais frequência do que harmonizada. Um bordão na tônica e na quarta é o cenário habitual.
Com o que se confunde
O frígio dominante é a vizinha mais próxima e de longe a mais usada: 1 b2 3 4 5 b6 b7, com quinta justa e sexta rebaixada. Trocar uma pela outra é o erro corrente, e sobre um acorde a diferença se ouve na hora.
A escala bizantina divide as quatro notas de baixo e diverge acima, com quinta justa e sensível. Onde esta fica pendurada sem resolver, aquela fecha.
Perguntas frequentes
Quais notas formam a escala oriental?
Sete: 1 b2 3 4 b5 6 b7. Em dó são dó, ré♭, mi, fá, sol♭, lá e si♭.
É a escala arábica?
O nome é um rótulo ocidental e não indica um maqam específico. Intervalos parecidos existem em vários maqamat, mas a correspondência é aproximada.
Sobre que acorde se toca?
Sobre uma sétima dominante com quinta rebaixada: dó, mi, sol♭ e si♭ a partir de dó.
Qual a diferença para o frígio dominante?
O frígio dominante tem quinta justa e sexta rebaixada. Aqui a quinta é rebaixada e a sexta natural.
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