Menor napolitana
1 - 2 - 2 - 2 - 1 - 3 - 1Sobre Menor napolitana
A escala menor napolitana é 1 b2 b3 4 5 b6 7 — uma menor harmônica com a segunda rebaixada. A partir de dó são dó, ré bemol, mi bemol, fá, sol, lá bemol e si, e sobre essa segunda rebaixada se levanta o acorde chamado sexta napolitana.
A segunda napolitana
Rebaixar o segundo grau de uma menor harmônica dá esta escala, e a alteração tem nome próprio na harmonia clássica: a sexta napolitana, acorde maior sobre a segunda rebaixada, apresentado em geral na primeira inversão. A escala é a casa dele.
Todo o resto continua como estava. A sétima elevada segue conduzindo à tônica, a sexta rebaixada fica acima da quinta, e a segunda aumentada entre elas vem herdada da menor harmônica, não foi acrescentada aqui.
Como montar a partir de qualquer tônica
Contando: semitom, tom, tom, tom, semitom, segunda aumentada, semitom. Em dó dá dó ré♭ mi♭ fá sol lá♭ si; em lá, lá si♭ dó ré mi fá sol♯; em mi, mi fá sol lá si dó ré♯.
Chega-se mais fácil pela menor harmônica do que montando do zero: toca-se a forma conhecida e abaixa-se a segunda em um semitom. No violão isso significa mover um dedo deixando a posição onde está.
O acorde napolitano e para onde ele vai
A tônica é uma tríade menor com sétima maior por cima, e o segundo grau entrega o acorde maior que deu nome à escala. Esse par — uma casa menor e um acorde maior um semitom acima — é o recurso harmônico que a escala existe para explicar.
Classicamente o acorde napolitano vai à dominante, e a escala fornece as duas coisas ao mesmo tempo: segunda rebaixada e sensível. Melodicamente, um ♭II indo a V pede exatamente isso.
Onde se usa
O repertório clássico usa o acorde napolitano o tempo todo — o primeiro movimento da Sonata ao Luar de Beethoven abre com um — e esta escala é a consequência melódica dessa harmonia, não uma importação exótica. Quem já tocou uma sexta napolitana já usou quase todas estas notas.
No jazz e no metal ela é usada de modo mais direto, como fonte melódica sobre uma tônica menor que pede um vizinho de semitom acima da fundamental. O repertório próximo do flamenco também recorre a ela, embora lá o frígio seja mais comum.
Com o que se confunde
O modo frígio também tem a segunda rebaixada, e os dois se misturam com regularidade. O frígio tem sétima menor e nenhuma sensível; esta escala tem sétima maior, e essa única nota a leva de modal a funcional: ela pode fechar uma cadência, o frígio não.
O frígio dominante fica entre os dois, com segunda rebaixada e terça maior. Comparar os três a partir da mesma tônica é o jeito mais rápido de distingui-los.
Perguntas frequentes
Quais notas formam a escala menor napolitana?
Sete: 1 b2 b3 4 5 b6 7. Em dó são dó, ré♭, mi♭, fá, sol, lá♭ e si.
Qual a diferença para a menor harmônica?
Uma nota: o segundo grau desce um semitom, o que produz o acorde maior conhecido como sexta napolitana.
O que é o acorde napolitano?
Uma tríade maior sobre o segundo grau rebaixado, normalmente em primeira inversão, que resolve na dominante.
Qual a diferença para o modo frígio?
O frígio tem sétima menor; aqui ela é maior, ou seja sensível, e por isso a escala pode concluir uma cadência.
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